A parceria estratégica da inteligência ucraniana com a CIA

Publicado por: Editor Feed News
25/02/2024 22:01:02
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Divulgação/Redes Sociais/Captura de Tela
Divulgação/Redes Sociais/Captura de Tela

Detalhes revelados de uma aliança discreta que monitora as forças armadas russas ao longo da fronteira

 

Nos últimos dez anos, uma colaboração discreta entre a inteligência ucraniana e a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) tem sido crucial para monitorar as atividades das forças armadas russas e coletar informações vitais. O New York Times revelou que ao longo da fronteira com a Rússia, a CIA mantém secretamente 12 bases na Ucrânia.

 

Antes do conflito em larga escala, os ucranianos demonstraram seu valor ao fornecer dados interceptados que corroboraram o envolvimento russo no incidente com o avião da Malaysia Airlines em 2014. Além disso, desempenharam um papel significativo ao auxiliar os EUA na identificação de agentes russos envolvidos na interferência nas eleições presidenciais americanas de 2016.

 

A partir de 2016, a CIA iniciou o treinamento de uma unidade de elite ucraniana especializada em sequestro de UAVs e equipamentos de comunicação russos. Esses dispositivos eram então utilizados pelos técnicos da CIA para quebrar sistemas de criptografia russos.

 

Outra iniciativa notável foi o treinamento de uma nova geração de agentes de inteligência ucranianos, atuando na Rússia, em toda a Europa, em Cuba e em locais onde os russos mantêm presença significativa.

 

Ao longo dos últimos oito anos, a Ucrânia, em parceria com a CIA, estabeleceu 12 pontos subterrâneos dedicados à coleta de informações ao longo da fronteira russa. Essas redes de inteligência tornaram-se mais cruciais do que nunca à medida que a Rússia intensificou suas operações e a Ucrânia passou a depender cada vez mais de táticas de sabotagem e ataques de mísseis de longo alcance, demandando uma presença de espiões profundamente infiltrados.

 

Essa parceria, mantida em sigilo durante uma década, atingiu um nível tão crítico que o pessoal administrativo permaneceu na Ucrânia mesmo quando todo o pessoal americano foi evacuado nas semanas que antecederam 24 de fevereiro de 2022. O The New York Times destaca que, caso o financiamento militar para Kiev seja cortado, a CIA poderá enfrentar a necessidade de restringir suas atividades, colocando em risco essa colaboração vital.

 

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