Na cerveja sem álcool há um risco escondido

Publicado por: Editor Feed News
10/11/2023 13:18:09
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Cortesia Editorial Pixabay
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A pesquisa concluiu que a ausência de álcool torna a cerveja mais suscetível ao crescimento de E. coli e salmonela.

 

Um estudo realizado por cientistas da Universidade Cornell revelou que a cerveja sem álcool pode ser um ambiente propício para o crescimento de bactérias perigosas, como E. coli e salmonela. Os resultados foram publicados na revista The Journal of Food Protection.

 

A equipa investigou como três tipos de bactérias — E. coli, salmonela e listeria — se comportam em diferentes tipos de cerveja: tradicional, de baixo teor alcoólico e sem álcool, escreve o Men’s Journal.

 

O estudo focou-se em três variáveis: acidez, temperatura de armazenamento e concentração de álcool, observando como cada uma influenciava a reprodução ou eliminação destes micróbios. Os resultados indicam que a listeria foi eliminada em todos os tipos de cerveja estudados, mas a cerveja sem álcool apresentou-se como o meio mais suscetível ao crescimento de E. coli e salmonela, provavelmente devido à ausência de álcool, que age como um desinfetante natural.

 

As amostras foram testadas em duas temperaturas, uma refrigerada a 4°C e a outra a uma “temperatura ambiente” de 14°C. Foi constatado que E. coli e salmonela poderiam sobreviver tanto em cervejas de baixo teor alcoólico quanto nas não alcoólicas durante até 63 dias, mas a proliferação destas colónias foi mais rápida na cerveja sem álcool.

 

O crescimento bacteriano na cerveja sem álcool foi especialmente notório à temperatura ambiente, enquanto que as mantidas a 4°C apresentaram um número menor de bactérias nocivas. No entanto, os autores do estudo advertiram que simplesmente refrigerar a cerveja não alcoólica não é suficiente para eliminar os seus riscos.

 

Como medidas preventivas, os cientistas recomendam que cervejas de baixo teor alcoólico e não alcoólicas passem por um processo de pasteurização para atingirem a esterilidade comercial e sugerem ainda a filtragem estéril e a adição de conservantes como etapas adicionais para minimizar o risco microbiano.

 

A boa notícia é que a cerveja regular, com álcool, é imune à formação deste tipo de bactéria, tornando-a mais segura tanto para armazenamento quanto para consumo.

 

Com informações do Planeta ZAP (PT)

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