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Organizações têm papel essencial na conscientização sobre o tema e prevenção dessa causa de morte   Mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida anualmente no mundo e o suicidio é a quarta causa de morte entre jovens com idade de 15 a 29 anos, de acor...

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Suícidio cresce 17% nas Américas

Publicado por: Redação
19/09/2021 11:19:10
Cortesia Pixabay
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Organizações têm papel essencial na conscientização sobre o tema e prevenção dessa causa de morte

 

Mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida anualmente no mundo e o suicidio é a quarta causa de morte entre jovens com idade de 15 a 29 anos, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Considerando a importância e a gravidade do assunto, o Centro de Valorização da Vida (CVV) criou a campanha Setembro Amarelo, com o objetivo de  promover a prevenção do suicídio, através da conscientização e discussão do assunto durante este mês. Embora a taxa de mortes por essa causa tenha reduzido no mundo, ela cresceu 17% nas Américas, o que reforça o papel das organizações na conscientização desse tema. 

 

As mudanças bruscas de rotina, incertezas em relação ao futuro e a falta de convívio social causaram impactos significativos na saúde mental dos brasileiros. Entre março e abril de 2020, o percentual de pessoas com depressão saltou de 4,2% para 8%, enquanto os níveis de ansiedade aumentaram de 8,7% para 14,9%, segundo estudo feito pelo Instituto de Psicologia da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

 

Atentas à necessidade da promoção de bem-estar, organizações têm investido em programas de qualidade de vida, para proporcionar mais saúde e apoio aos seus colaboradores. Entre as ações, estão iniciativas como a disponibilização de psicólogos, incentivo à atividade física e a práticas como a meditação, que ajuda a reduzir os níveis de estresse e sintomas de transtornos mentais, como a ansiedade e a depressão. 

 

Segundo Alexandre Ayres, empresa especializada em programas de meditação para prevenção do adoecimento emocional dos colaboradores - além de entender a necessidade de ajudar os colaboradores na capacitação para lidar com as questões emocionais, os gestores precisam acompanhar mais de perto as questões emocionais de seus colaboradores e também participar dos programas. ”Em nossos programas de meditação corporativos, temos ferramentas e pequenas pesquisas pós-sessão, para que os gestores dos programas possam acompanhar um pouco sobre os sentimentos gerais dos colaboradores e do ambiente após a prática da atividade”,  comenta Ayres. O executivo afirma ainda que é necessário estabelecer um canal de comunicação aberto para oferecer apoio aos profissionais. 

 

Para Wagner Lima, o home office aumentou a dificuldade de os gestores identificarem problemas relacionados à saúde mental de seus colaboradores. “É muito mais difícil observar o comportamento dos profissionais durante o expediente, pois as interações ficam restritas às reuniões virtuais, porém alguns sinais podem servir de alerta como a desmotivação, a baixa produtividade, a falta de engajamento da equipe, entre outros comportamentos”, sinaliza Wagner Lima.

 

Wagner ressalta que a meditação e o mindfulness são ferramentas que podem ajudar na prevenção desses problemas, além de beneficiar também os colaboradores que já estão em algum tratamento. “A prática desta atividade proporciona diversos benefícios à saúde mental, como maior capacidade de foco e concentração, alívio do estresse e melhora da qualidade de vida”. Para ele, a implementação dos programas é essencial, mas deve estar integrada ao acompanhamento dos resultados e à capacidade de análise da equipe, pois os gestores precisam estar atentos aos indicadores de seus colaboradores e ter feeling para identificar quando alguém precisa mais de ajuda. 

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