“Doença da mulher moderna”. Endometriose é um entrave nas carreiras, conclui estudo | TVCARUARU.com 100% Internet

Em média, as mulheres com endometriose têm de faltar ao trabalho mais vezes do que aquelas que não sofrem da doença.   Conhecida como a doença da mulher moderna, a endometriose também tem efeitos noutro aspecto da vida das mulheres modernas: a carreira...

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“Doença da mulher moderna”. Endometriose é um entrave nas carreiras, conclui estudo

Publicado por: Redação
16/07/2021 17:44:15
Marco Verch / Flickr
Marco Verch / Flickr

Em média, as mulheres com endometriose têm de faltar ao trabalho mais vezes do que aquelas que não sofrem da doença.

 

Conhecida como a doença da mulher moderna, a endometriose também tem efeitos noutro aspecto da vida das mulheres modernas: a carreira profissional.

 

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial fora do útero, o que provoca inflamações. É uma doença crónica sem cura cujas causas são desconhecidas e que afecta aproximadamente uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva.

 

A doença foi durante muito tempo associada a mulheres que adiassem a maternidade e por isso muitas vezes as pacientes só tinham duas opções de tratamento, ou engravidar ou uma histerectomia, ou seja, remover o útero.

 

 

Contudo, os estudos científicos têm acabado com o mito de que dar prioridade à carreira e adiar a maternidade possa ser a causa. As investigações agora apontam para o contrário, ou seja, sofrer de endometriose é que acaba por afectar a carreira profissional.

 

Um estudo, publicado a semana passada na revista Obstetrics and Gynecology, analisou 4.000 mulheres na Finlândia ao longo de dois anos e concluiu que as que sofrem com endometriose precisaram de faltar, em média, mais 10 dias ao trabalho por doença e também mais 10 dias por incapacidade.

 

Apesar de os sintomas diminuírem com a idade e com a menopausa, verificou-se a mesma tendência aos 46 anos. Porém, no geral, a doença não aumentou o desemprego ou obrigou a mais reformas antecipadas em comparação com outras mulheres sem a doença que também estejam no fim da idade fértil.

 

“As mulheres que ainda trabalham numa idade fértil mais avançada, depois de sofrerem com endometriose, podem ter os fenótipos mais brandos da doença e ser saudáveis para além disso, o que pode subestimar os efeitos actuais da endometriose”, escrevem os autores.

 

Esta nova investigação junta-se a estudos anteriores que já apontavam para os efeitos da doença na vida profissional. Em 2011, uma análise realizada em 10 países concluiu que as mulheres com endometriose perdiam em média 10.8 horas de trabalho por semana.

 

Já em 2013, um outro estudo também teve conclusões semelhantes e mostrou que mesmo quando tinham condições para trabalhar, as dores e cansaço causados pela endometriose tornavam as tarefas mais difíceis. A doença está também associada a salários mais baixos.

 

Mesmo em países com sistemas de saúde robustos e redes de apoios sociais, como a Suíça ou a Alemanha, as mulheres com endometriose afirmam que a doença as impede de trabalhar ao nível que desejam, segundo um estudo de 2019.

 

Os casos de mulheres com casos mais graves e que possam ter sido despedidas ou terem de se reformar mais cedo não foram estudados, sendo precisas mais investigações que quantifiquem os impactos socioeconómicos da doença.

 

Originalmente Publicado por: Planeta ZAP 

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