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A administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 foi suspensa em vários países europeus, depois de serem reportados casos de coagulação do sangue adversas.    A Áustria anunciou no domingo a retirada por precaução de um lote da vacina da Astr...

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Oito países suspendem administração da AstraZeneca

Publicado por: Redação
11/03/2021 19:16:26
Agencia Brasil
Agencia Brasil

A administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 foi suspensa em vários países europeus, depois de serem reportados casos de coagulação do sangue adversas. 

 

A Áustria anunciou no domingo a retirada por precaução de um lote da vacina da AstraZeneca após a morte de uma enfermeira do hospital austríaco de Zwettl.

 

Segundo uma investigação preliminar conduzida pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), a morte da enfermeira de 49 anos não estará relacionada com a vacinação, apesar de a causa ter sido trombose múltipla – formação de coágulos sanguíneos – dez dias depois de ser inoculada.

 

“Atualmente não há indícios de uma relação causal com a vacinação. Com base em dados clínicos conhecidos, uma relação causal não pode ser estabelecida, pois as complicações trombóticas não se encontram entre os efeitos secundários conhecidos ou típicos da vacina em questão”, explicou a Agência Federal de Segurança Sanitária (BASG) austríaca.

 

Um segundo paciente foi ainda diagnosticado com embolia pulmonar – bloqueio das artérias do pulmão – e, até terça-feira, mais duas outras condições de coagulação foram identificadas em pacientes que receberam uma dose do mesmo lote.

 

Estes casos representam quatro dos 22 casos de tromboembolia reportados pela EMA.

 

Apesar de assinalar que não existem dados clínicos que possam dar “motivo de preocupação” sobre a fiabilidade da vacina AstraZeneca/Oxford, a agência federal austríaca avançou com o princípio da precaução e decidiu não administrar as restantes doses do lote do fármaco que foi utilizado nas duas mulheres.

 

O jornal britânico The Guardian revelou esta madrugada que Estónia, Lituânia, Luxemburgo e Letónia foram mais longe e suspenderam o uso da vacina, para que o Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos conduza uma investigação.

 

Entretanto, também a Dinamarca e a Noruega (que não terá recebido este lote em específico) se juntaram à lista de países que interromperam a administração da vacina

 

“As autoridades de saúde, devido a medidas de precaução, suspenderam a vacinação com AstraZeneca após um sinal de um possível efeito colateral sério na forma de coágulos sanguíneos fatais. Atualmente não é possível concluir se há uma conexão. Agimos cedo, isso precisa de ser investigado minuciosamente”, escreveu o ministro da Saúde dinamarquês na rede social Twitter.

 

“Suspendemos a vacinação com a AstraZeneca. Aguardamos por mais informações para perceber se há alguma ligação entre a vacina e o caso de formação de coágulos sanguíneos”, anunciou também Geir Bukholm, dirigente do Instituto Nacional de Saúde Pública da Noruega.

 

Além destes, a Agência de Medicamentos Italiana (AIFA) anunciou ainda esta quinta-feira que suspendeu temporariamente a vacinação de um lote da farmacêutica AstraZeneca por precaução após relatos de problemas de coagulação diagnosticados em vários países europeus. Esta suspensão acontece após a morte de dois homens inoculados, em Sicília.

 

A AIFA explicou, em nota, que após informações sobre problemas de saúde detetados em outros países europeus, bloqueou a inoculação das doses do lote ABV2856.

 

Além disso, enfatizou que, até ao momento, “não foi estabelecido algum nexo causal entre a administração da vacina e esses eventos” detetados em outros países e que os controlos necessários estão a ser realizados, coletando-se a documentação clínica pertinente.

 

As amostras deste lote serão analisadas pelo Instituto Nacional de Saúde Italiano.

 

Num comunicado, citado pela agência de notícias APA, o laboratório anglo-sueco AstraZeneca garantiu que está a colaborar, de forma total, na investigação e que espera que o ocorrido seja esclarecido em breve.

 

“No interesse de todos aqueles que esperam uma vacina, desejamos uma investigação o mais rápida possível para clarificar o que ocorreu neste lamentável acontecimento”, disse a farmacêutica, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.

 

A empresa sublinhou ainda que a sua vacina é “eficaz e segura” e foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

 

O lote ABV5300 é composto por um milhão de doses, que foram distribuídas por 17 países da União Europeia, escreve ainda o The Guardian.

 

Com a Janssen, UE passará a ter quatro vacinas

Por outro lado, a Agência Europeia do Medicamento aprovou esta quinta-feira a vacina da Janssen-Cilag, farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, contra a covid-19, considerando-a “segura e eficaz”.

 

Esta é, assim, a quarta vacina a receber “luz verde” e junta-se às já conhecidas Pfizer, Moderna e AstraZeneca.

 

Criada através de um método de desenvolvimento de vacinas de Israel, usando um adenovírus chamado A26, é também uma vacina de vetor viral.

 

A grande diferença face às restantes é que esta é de toma única, mas há também diferenças no processo de armazenamento: enquanto que a da Pfizer requer que seja mantida a uma temperatura entre 70 a 75 graus negativos – e a da Moderna armazenada durante 30 dias à temperatura de um frigorífico doméstico, entre dois a oito graus, mas num prazo superior deve ser guardada num congelador a 20 graus negativos – a vacina do grupo Johnson & Jonhson pode ser armazenada durante três meses num frigorífico normal, pelo que o seu uso e distribuição é mais prático do que as vacinas que utilizam mRNA.

 

Em contrapartida, a sua eficácia é relativamente inferior às da Pfizer, da Moderna (95% e 94%, respetivamente) e, mesmo, da AstraZeneca (70%). A vacina da Johnson & Johnson demonstrou uma média de 66% de eficácia nas regiões onde foi testada, mas nos Estados Unidos esse valor chegou aos 72%.

 

Importa salientar que o índice de eficácia global aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos, sejam eles infetados com sintomas leves, moderados ou graves, sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que para uma vacina ser aprovada tem de ter pelo menos 50% de eficácia.

 

Numa altura em que as variantes ganham terreno um pouco por todo o mundo, um estudo da Food and Drug Administration revelou que a vacina da Janssen se mostrou eficaz contra a variante britânica e brasileira. Também num outro estudo realizado na África do Sul, apontava que esta vacina tinha taxa de eficácia de 64% na prevenção de doenças moderadas a graves, segundo a Reuters.

 

Depois de ser aprovada pela EMA, o passo seguinte é a Comissão Europeia também dar “luz verde” para que comece a ser disponibilizada nos estados-membros da UE.

 

De acordo com o Eco, estão previstas 200 milhões de doses da vacina da Jassen para a Europa este ano, com a opção de compra de mais 200 milhões. Quanto a Portugal, a previsão é que as primeiras 1,25 milhões de vacinas da empresa norte-americana cheguem já no segundo trimestre deste ano, sendo que se estima que Portugal receba um total de 4,5 milhões de doses desta vacina ainda este ano, conforme avançado pelo Presidente do Infarmed.

 

Originalmente Publicado por: Sofia Teixeira Santos, Planeta ZAP // Lusa

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