Sem casos de Covid-19 há mais de um mês. Macau ensina como combater uma epidemia | TVCARUARU.com TV Para Dispositivos Móveis

O número de novos infetados pelo novo coronavírus continua a aumentar em todo o mundo. Macau é a exceção à regra: aquele território não regista novos casos há 38 dias.   Até à data, Macau registou apenas 10 casos de doentes infetados com o novo coronav...

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Sem casos de Covid-19 há mais de um mês. Macau ensina como combater uma epidemia

Publicado por: Redação
14/03/2020 20:04:43
koreanet / Flickr
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O número de novos infetados pelo novo coronavírus continua a aumentar em todo o mundo. Macau é a exceção à regra: aquele território não regista novos casos há 38 dias.

 

Até à data, Macau registou apenas 10 casos de doentes infetados com o novo coronavírus (Covid-19). Todos os pacientes tiveram alta e a região não regista nenhum novo caso há mais de um mês.

 

Em janeiro, os alarmes soaram devido à proximidade da região com outras regiões da China, país com o qual faz fronteira, mas as medidas tomadas pelo Governo e a experiência dos habitantes com outros tipos de coronavírus, como o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), fizeram com que a região não se somasse aos países que, ainda hoje, veem os casos aumentar a um ritmo galopante.

 

Durante cerca de um mês e meio, quase ninguém saiu de casa, a não ser que fosse estritamente necessário. “Macau parecia uma cidade fantasma, viam-se pouquíssimas pessoas na rua”, contou Nuno Leal, que mora no país há sete anos, ao Observador.

O território parece estar a voltar à normalidade desde o início desta semana, o que não significa que o plano traçado pelo Governo tenha abrandado. As recomendações mantêm-se, os casos suspeitos continuam a ser testados e as pessoas que chegam da China ou de Itália continuam a ficar de quarentena obrigatória durante 14 dias.

 

Aliás, esta quinta-feira, o Governo de Macau disse que, se o número de casos confirmados de Covid-19 continuar a aumentar em Portugal, o território poderá também impor uma quarentena de 14 dias à entrada na região, colocando assim o país na lista de alta incidência epidémica.

 

As medidas impostas em Macau começaram cedo: pela altura da celebração do Ano Novo chinês (25 de janeiro), o Governo obrigou as pessoas que andavam nos transportes públicos a usar máscaras, assim como todas aquelas que tivessem contacto direto com o público e todos aqueles que usassem edifícios públicos.

 

As empresas privadas seguiram as mesmas recomendações. No caso particular da Educação, o Governo decidiu fechar as escolas no final de janeiro, tendo agora data marcada para a reabertura a 20 de abril.

 

Todas as medidas, especialmente o uso de máscara, não levaram a uma corrida desmesurada às farmácias. De acordo com o diário, o Governo implementou um programa de 10 máscaras para 10 dias: todas as pessoas tiveram direito a ir comprar 10 artigos destes para usarem nos 10 dias seguintes, a um custo total que não chega a um euro.

 

A compra fica registada numa plataforma informática. Se alguém quiser comprar mais numa outra farmácia, esta recebe um alerta de que aquele cidadão já comprou as máscaras a que tinha direito e não lhe são cedidas mais.

 

controlo nas fronteiras aéreas, terrestres e marítimas foi outra das medidas. No início de fevereiro, o Governo decretou que todas as pessoas que tivessem vindo da China continental tivessem de ficar numa quarentena de 14 dias. Num segundo momento, alargaram a quarentena a todos aqueles que vinham da Coreia do Sul, Irão e Itália.

 

No dia 4 de fevereiro, Macau mandou fechar os casinos e todos os locais que pudessem ter elevada concentração de pessoas seguiram a mesma recomendação. Ao Observador, Nuno Leal conta que, entre a população, toda a gente colaborou e seguiu as recomendações.

 

Em relação aos Serviços de Saúde, José Manuel Esteves, presidente da Associação de Médicos de Língua Portuguesa em Macau, explicou à Renascença que, quando o surto apareceu no território, o hospital público concentrou os casos positivos, houve uma outra estrutura alugada pelo Governo que assumiu as quarentenas, e os privados concentraram o tratamento de outras patologias.

 

A cultura de respeito pelas autoridades que existe em Macau leva a que uma recomendação ou ordem do Governo seja cumprida e levada a sério. Cumprir e respeitar tornaram-se nas armas mais importantes de todo o arsenal deste território. E hoje é um exemplo a seguir.

 

Fonte: Planeta ZAP //

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