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Psicólogo dá dicas para passar por esses momentos sem ser prejudicado. Todo ser humano tem impulsos, e eles podem ser caracterizados, de forma resumida, como pensamentos que determinam comportamentos. O que muda de pessoa para pessoa é a forma a qual e...

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Você consegue controlar os seus impulsos?

Publicado por: Redação
27/01/2020 16:26:09
Courtesy Pixabay
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Psicólogo dá dicas para passar por esses momentos sem ser prejudicado.

Todo ser humano tem impulsos, e eles podem ser caracterizados, de forma resumida, como pensamentos que determinam comportamentos. O que muda de pessoa para pessoa é a forma a qual ela lida com esses impulsos: algumas deixam esse desejo tomar conta enquanto outras conseguem controlá-los, seja por motivação interna ou externa. Como assim? João Alexandre Borba, psicólogo e coach explica:

 

“A fome/vontade de comer é um ótimo exemplo. Vamos supor que você está com fome, mas, antes de comer, quer terminar algo que está fazendo – essa capacidade que você tem de adiar a vontade é um controle interno. Agora, quando você deixa de comer porque está no meio do trabalho e ainda não é sua hora de almoço, por exemplo, você passa por uma espécie de controle externo, afinal, não há nada que você possa fazer para ‘driblar’ isso”, exemplifica o psicólogo.

 

Ter impulsos, sejam eles bons ou ruins, é algo comum e necessário para o ser humano, porém, o problema começa quando não há filtro ou controle forte o suficiente para impedir a pessoa de tornar real esse impulso. “Se não há um bom controle interno, a pessoa poderá ter comportamentos prejudiciais para ela mesma e para aqueles que estão a sua volta – resultando, por exemplo, em atos violentos”, ressalta Borba.

 

Para evitar essas situações constrangedoras, Borba comenta que não existe alguma receita que funcione com perfeição para todas as pessoas – mas que existem algumas atitudes que podem ser tomadas para que as pessoas consigam deixar o impulso passar, sem que seja necessário realizar aquilo o que ele “manda”. “Existe impulso para muita coisa: alguns compram, outros roubam, outros são violentos, outros comem, etc. Por isso não existe uma solução perfeita para todos os casos, já que cada um enfrenta esses impulsos de forma diferente”, comenta.

 

Porém, algumas das atitudes ressaltadas pelo psicólogo que podem ajudar durante esse processo são:

 

- Quando perceber que o impulso está se formando, concentre-se em sua respiração. “Inspire e expire profundamente, sem pressa, prestando atenção somente no ar que entra e sai dos seus pulmões. Durante esse momento, deixe que os pensamentos passem pela sua mente, mas esteja consciente deles e volte o foco para sua respiração, sem querer expulsar os pensamentos ou agarrá-los”, sugere Borba;

 

- Por que vale a pena controlar seus impulsos? Descubra os motivos e coloque-os em um papel. Assim, quando sentir a tentação chegando, leia o que você escreveu repetidas vezes, até se acalmar e sentir que é capaz de controlar a vontade;

 

- Não viva em piloto automático: dessa forma você tem maior consciência das suas ações – e, com isso, impede que impulsos tomem controle sobre você;

 

- Distraia-se: ao se distrair, você redireciona sua atenção e se afasta, pelo menos de forma temporária, do impulso. “Distração não significa ignorar as vontades, mas serve para diminuir a intensidade do desejo naquele momento e dar um tempo para sua cabeça colocar em ordem o que ambiciona – coisa que não seria possível se você apenas seguisse o curso da emoção, sem raciocinar anteriormente”, comenta. Para isso, fazer atividades físicas, palavras cruzadas ou jogos que exijam atenção – até mesmo por meio de aplicativos de celular e dedicar-se a algo que lhe traz prazer, como atividades criativas, são uma boa opção.

 

“Crie sua própria lista de recursos que podem ser utilizados quando sentir que o impulso está vindo. Quanto maior o número de recursos você tiver, maior será seu leque de opções para se livrar desse problema. Porém, se sentir que está difícil conquistar esses objetivos sozinho, procure ajuda de um profissional que possa lhe ajudar a resolver problemas emocionais”, conclui. 

 

Por João Alexandre Borba

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