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São 16 estudantes com Síndrome de Down e autismo no curso de costureiro industrial de vestuário; qualificação faz parte do programa de formação profissional da instituição voltado a pessoas com algum tipo de deficiência   Por Sara Rodrigues   O SENAI o...

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SENAI Paulista capacita alunos com deficiência intelectual

Publicado por: Redação
15/05/2019 19:57:20
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São 16 estudantes com Síndrome de Down e autismo no curso de costureiro industrial de vestuário; qualificação faz parte do programa de formação profissional da instituição voltado a pessoas com algum tipo de deficiência

 

Por Sara Rodrigues

 

O SENAI oferece formação profissional a pessoas com deficiência por meio do Programa de Ações Inclusivas (PSAI). Em todos os estados e no Distrito Federal, escolas e faculdades da instituição que faz parte do Sistema S recebem alunos em ambientes inclusivos, com instalações acessíveis, material didático adequado e professores capacitados. Em Pernambuco, o programa já beneficiou, desde sua a criação, em 2000, 400 estudantes com algum tipo de deficiência, seja visual, auditiva, intelectual ou física.

 

Um dos exemplos ocorre em Paulista, na escola técnica da instituição, localizada no bairro Paratibe. Lá, 16 alunos com Síndrome de Down e autismo formam a primeira turma inclusiva de pessoas com deficiência intelectual, pelo PSAI, no estado. Eles aprendem o ofício de costureiro industrial de vestuário. São jovens aprendizes de uma empresa de confecção local, que buscou consultoria do SENAI para a qualificação.

 

Na fase teórica do curso, eles aprendem português, matemática, cidadania e ética. Na etapa seguinte, têm acesso a conhecimentos específicos, como costura e modelagem. Nas aulas, também assimilam conceitos de Saúde e Segurança do Trabalho (SST).

 

A coordenadora pedagógica da unidade, Luciene Trajano, explica que o desenvolvimento dos alunos já é notado no primeiro mês de curso. “Além de o curso contribuir para a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, cada vez mais, temos a certeza das capacidades que cada um traz”, conta.

 

Ela lembra que a inclusão não deve ser um tema tão polêmico. “Eu não consigo vê-los como jovens diferentes. Eu vejo como mais um aluno na escola, mais um aluno SENAI, mais um jovem aprendiz”, completa.

 

Trabalho em família


Janaína e Jamerson Rosa são irmãos que, além do sangue, compartilham a singularidade de ter Síndrome de Down. Com a diferença de dois anos de nascimento, a irmã mais velha tem 35 anos e o mais novo, 33.

 

Os dois moram no Recife, no bairro Campo Grande, mas, quando foram contratados pela empresa, descobriram que o curso de capacitação ficaria a 20 quilômetros de distância, em Paulista. A mãe, Julia Rosa, conta que isso não foi impedimento, mas um motivo de mais animação.

 

Ela conta que, após o início do curso, os filhos estão mais felizes. “Eles estão mais conversadores, acordam cedo e tomam banho, querem ir para o curso todos os dias. Quando recebem o salário, eles têm consciência e falam que querem um celular novo, querem isso e querem aquilo. Está maravilhoso”, comemora.

 

A mãe também está muito feliz. Para ela, é importante ver que, durante o curso, Janaína e Jamerson passaram a ter muito mais autonomia. Eles saem de sala para ir ao banheiro ou tomar água sozinhos – o que não ocorria antes. Fizeram muitas amizades e, além de tudo, também gostam de ver o salário de jovem aprendiz caindo na conta.

 

Janaína e Jamerson não são os únicos na jornada de crescimento pessoal e profissional. Ao conseguir o primeiro emprego em uma empresa de confecção, o colega de turma Miguel de Souza, de 22 anos, demonstra muita alegria. Ele, que ama aprender, está gostando do trabalho que fará com “roupas”, como ele mesmo definiu.

 

O jovem, que também mora no Recife e tem Síndrome de Down, se diz realizado. “Eu fico feliz assim, porque eu quero aprender como é ser um bom funcionário de trabalho. Eu quero trabalhar”, afirma.

 

Ele também tem um objetivo com o novo trabalho e o curso: está juntando dinheiro para fazer gastronomia e realizar o sonho de ser um grande chef.

 

Ações inclusivas


O objetivo do PSAI é capacitar e dar autonomia para esses alunos, de forma que eles consigam conquistar vagas no mercado de trabalho e terem cada vez mais chances de serem gratificados por suas habilidades.

 

Para ser beneficiada pelo programa, basta a pessoa com deficiência se matricular em qualquer unidade do SENAI. A partir daí, a instituição se encarrega de adaptar o curso de acordo com o tipo de necessidade.

 

O SENAI também oferece programas de formação profissional customizados para empresas que desejam capacitar seus profissionais com deficiência e consultorias para instituições de ensino que queiram implementar o ensino inclusivo. Os interessados devem entrar em contato com o interlocutor do SENAI no estado.

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