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Por Janary Bastos Damacena Por esses dias estive lendo um conto do mestre do terror Stephen King. Essa história, na verdade, não tem nada para assustar e fala de um grupo de amigos na faixa dos doze anos que, no último fim de ...

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SAÚDE CRÔNICA: Lembranças de uma amizade

Publicado por: Redação
03/04/2019 19:50:22
Courtesy Pixabay
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Por Janary Bastos Damacena

Por esses dias estive lendo um conto do mestre do terror Stephen King. Essa história, na verdade, não tem nada para assustar e fala de um grupo de amigos na faixa dos doze anos que, no último fim de semana de férias, viajam escondidos em busca de uma aventura. E é durante essa jornada que se desenrola a parte mais interessante da história: os laços de amizade que se fortalecem enquanto os jovens descobrem mais sobre suas próprias vidas de uma forma um pouco mais bruta do que os adultos deixam transparecer. 

 

Isso me fez lembrar quando eu tinha essa idade e o que conversava com meus amigos. Como na história, eu também morava em uma cidade do interior, mas a minha se chama Marabá. E quase toda quarta-feira, no período da tarde, nos reuníamos em uma padaria para esperar chegar o horário da aula de educação física da escola. Sempre havia cinco ou seis garotos, mas pelo menos três eram sempre os mesmos.  Nós sentávamos em uma mesa de plástico branca e redonda, juntando moedas para comprar baguetes recheadas. 

 

Esses eram momentos dos quais falávamos sobre tudo. Contávamos causos, piadas, discutíamos a vida, nossos pais, a escola e o futuro... Do que queríamos e como queríamos. Todas essas memórias são marcas que me fazem pensar em como eu seria se não tivesse vivenciado aqueles instantes. 

 

Depois de adulto, percebi que um dia iremos olhar para trás e lembrar aqueles que não caminham mais conosco, sentiremos saudades dos dias que em sentávamos apenas para conversar, lembraremos dos momentos de risos, das brincadeiras e recordaremos as descobertas. 

 

Iremos pensar nos planos que traçamos, dos sonhos que não conquistamos e das frases que deixamos de proferir. Nesse dia, sentiremos saudades até mesmo dos momentos em que lágrimas escorriam por problemas não tão complicados como pensávamos. Os grandes amigos, aos quais pareciam que nunca sairiam de nossa vida, alguns hoje não passam de fotografias em álbuns. Os amores que jamais deveriam ter sido separados, se mostrarão como tristes recordações de presentes guardados e cartões ainda no envelope. 

 

A vida passa e os dias escorrem por entre os dedos da mão, como as areias do deserto voam carregadas pelo vento. Nossas escolhas ao longo da vida determinaram o que somos hoje e a maior de todas as dúvidas surgirá: “E se...”. Por isso, é melhor fazer e falar o que realmente importa. Para não ter dúvidas no futuro. E com isso, eu repito a pergunta de um dos personagens de Stephen King: Nunca mais tive amigos como os que tinha aos doze anos. E você?

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