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Por Sara Rodrigues Viajantes espaciais deveriam dormir 8,5 horas por dia para terem dias saudáveis e mais produtivos, mas não é o que acontece. De acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (NASA), os astronautas dormem, em média, men...

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Estudantes criam fone de ouvido para estimular sono de astronautas

Publicado por: Redação
15/02/2019 16:12:38
Divulgação
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Por Sara Rodrigues

Viajantes espaciais deveriam dormir 8,5 horas por dia para terem dias saudáveis e mais produtivos, mas não é o que acontece. De acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (NASA), os astronautas dormem, em média, menos de seis horas por dia. Um estudo da revista inglesa The Lancet mostrou que dos 85 viajantes que foram ao espaço entre 2001 e 2011, três quartos tomavam sedativos para conseguir pegar no sono. 

 

Dados como esses levaram a equipe Visão Elétronsbot, competidora em um Torneio de Robótica, a criar um projeto que estimule o cérebro a produzir sono. Os estudantes, que estão entre o sexto ano do ensino fundamental e o primeiro ano do ensino médio desenvolveram o fone de ouvido “Sleeping Beat” para a competição e foram selecionados para a final do torneio organizado, aqui no Brasil, pela fabricante de brinquedos LEGO em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). 

 

O fone de ouvido transmitia ondas bineurais que eram desenvolvidas por meio de frequências de som. Além disso, eles criaram um aplicativo para que os astronautas controlassem a luminosidade do ambiente, que já existia no ônibus espacial, mas não dentro da cabine do viajante. 

 

O professor de robótica e técnico da equipe Carlos Luiz Paiva ficou orgulhoso da equipe, e afirma que o mérito é todo dos alunos que se dedicaram ao projeto para apresentar a melhor proposta e chegar à final do torneio. 

 

Para ele, “quando o tema tem significado e importância para eles (alunos), a aprendizagem dessas informações e conteúdos se torna muito mais fácil de assimilar os conceitos e as teorias. Houve um amadurecimento muito grande por parte deles. A busca da pesquisa, saber analisar os dados e as informações de uma forma autônoma”. 

 

O integrante da equipe, Arthur Xavier, 14 anos está no primeiro ano do ensino médio. Ele está preparado para a etapa nacional da competição, no Rio de Janeiro, que ocorre no Rio de Janeiro, entre 15 e 17 de março, e pretende seguir carreira na área de engenharia de computação quando terminar a educação básica. 

 

“Minha experiência do último ano de desenvolver um projeto de robótica foi incrível, onde eu pude aprender diversas coisas que eu vou poder levar para minha vida profissional e pessoal. Eu aprendi que quando trabalhamos em equipe, a gente precisa do outro para alcançar nossos objetivos. Minha expectativa para a final é que a equipe dê tudo de si e a gente garanta uma vaga na final (mundial)”, conta o adolescente. 

 

Torneio de Robótica

No início de 2018, a empresa LEGO em parceria com o SESI desafiou estudantes das escolas brasileiras com o tema “Into Orbit”. A ideia era que cada equipe inscrita no torneio de robótica pudesse desenvolver alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais. 

 

Entre outubro e dezembro do ano passado, foram realizadas etapas regionais para selecionar as melhores propostas e trabalhos. Os alunos escolhidos vão participar da etapa nacional entre 15 e 17 de março. Os melhores colocados podem garantir uma vaga no torneio mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

 

Para o superintendente do SESI em Pernambuco, Nilo Simões, esse torneio “é um grande estimulador de iniciativas, de criação de inovações e tudo o que a nossa indústria precisa. É um mecanismo que ajuda a preparar esses jovens para o mercado de trabalho”.

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