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Atividade está sendo ministrada voluntariamente por artesão e já vem gerando resultados positivos na unidade   Adolescentes internadas no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Santa Luzia, no Recife, estão aprendendo a produzir abajures de maneir...

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De olho na Fenearte, socioeducandas aprendem a fabricar abajures com canos de PVC

Publicado por: Redação
12/06/2018 17:45:44
Divulgação
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Atividade está sendo ministrada voluntariamente por artesão e já vem gerando resultados positivos na unidade

 

Adolescentes internadas no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Santa Luzia, no Recife, estão aprendendo a produzir abajures de maneira artesanal. O trabalho é feito com canos de PVC, que dão origem às cúpulas das luminárias. A ideia surgiu da inspiração do filho de uma coordenadora da unidade, que trabalha com essa linha de objetos e se disponibilizou a realizar uma ação voluntária no local. A ideia é expor o material na 19ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que ocorrerá de 4 a 15 de julho, no Centro de Convenções, em Olinda.

 

O processo de fabricação exige concentração e critério com os detalhes por parte das artesãs. O primeiro passo é fazer o decalque de desenhos comuns, obtidos na internet, sobre os canos de PVC. Nessa etapa, valem figuras de fadas e flores, por exemplo. Depois, com uma microrretífica, um equipamento que lembra uma furadeira, são feitos pequenos orifícios sobre as linhas desenhadas. É por essas aberturas que a luz passa quando os abajures estão prontos, expondo o contorno da imagem desejada e transformando o item em um excelente objeto de decoração.

 

A atividade ocorre uma vez por semana e deve durar todo o mês de junho. Na avaliação das socioeducandas, ter contato com essa forma de expressão artística tem sido muito positivo. “Depois que fica tudo pronto, a gente pinta e deixa tudo muito bonito. Isso é uma verdadeira obra de arte. É algo que a gente leva para a vida”, atesta R. M., 16 anos. “Fazer essas peças é algo que se junta a muitas outras coisas que a gente já faz aqui. A gente pinta quadros, faz sandálias, muito disso com material que as pessoas doam”, complementa L. S., também de 16 anos.

 

O artesão Paulo Ricardo dos Santos, 43, é o responsável por ensinar o ofício às adolescentes. “Faço esse tipo de arte há uns cinco anos, mas também lido com pallets, grafitagem, restauro móveis. Surgiu a oportunidade de levar esse conhecimento para as adolescentes e assumi esse compromisso até a Fenearte. As meninas estão gostando. Dizem que, depois de saírem, querem continuar valorizando a arte, como estão aprendendo a fazer agora dentro da unidade”, relata.

 

O coordenador geral do Case Santa Luzia, Marcelo Martins, afirma que a participação das socioeducandas em atividades é fundamental para a reinserção social delas e, por isso, o esforço da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) em viabilizar essas práticas. “Aqui temos cerca de 40 adolescentes e todas elas estão em algum curso, na escola ou em outras atividades. E a parte artística é muito importante nesse processo, porque contribui para um clima de união e de paz”, avalia.

 

No mesmo sentido, a coordenadora técnica da unidade, Jailda Castro, confirma que o trabalho desenvolvido tem gerado bons resultados. “Sempre que a gente realiza uma oficina, o comportamento das adolescentes muda para melhor. Elas ficam mais compenetradas. Nesse caso do artesanato com PVC, o objetivo para elas é, sobretudo, terapêutico, porque trabalha concentração, compromisso e responsabilidade”, ressalta.

 

 

Imagens: Marcelo Vidal/SDSCJ

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