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Avaliação verifica teor alcoólico e a cor, entre outros itens, de marcas consumidas pelos brasileiros   O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de produção de cerveja. São produzidos cerca de 12,4 bilhões de litros de cerveja ao ano. Sabendo...

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PROTESTE testa 11 cervejas em lata

Publicado por: Redação
24/05/2018 06:40:06
Courtesy Pixabay
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Avaliação verifica teor alcoólico e a cor, entre outros itens, de marcas consumidas pelos brasileiros

 

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de produção de cerveja. São produzidos cerca de 12,4 bilhões de litros de cerveja ao ano. Sabendo do apreço que os brasileiros têm por essa bebida e sua alta popularidade, a PROTESTE, associação de consumidores, avaliou 11 marcas de cerveja do tipo Pilsen, comercializadas em lata de 350 ml.

 

Os resultados foram positivos, tanto com as cinco marcas líderes de mercado (Skol, Brahma, Itaipava, Antarctica e Schin) como com as outras seis analisadas (Bohemia, Bavaria, Heineken, Stella Artois, Budweiser e Proibida).

 

No que se refere aos preços, a Bavaria e a Nova Schin foram consideradas as mais baratas na maioria dos lugares pesquisados (a partir de R$ 1,79/lata). Já as mais caras foram as marcas Heneiken (R$ 3,42/lata, preço mínimo) e Stella Artois (R$ 2,79/lata, preço mínimo).

 

Neste teste, a associação avaliou o teor real de álcool comparando com o rotulado.  Para as Lager e Pilsen, geralmente, esse nível varia entre 1,5 a 5% vol., o que foi observado entre as marcas avaliadas. Todos os produtos também apresentaram quantidades iguais ou muito próximas daquelas que indicavam no rótulo, atendendo a legislação que permite uma variação de +0,5% vol. no conteúdo alcoólico.

 

Além disso, não foram encontrados problemas em relação ao extrato primitivo do mosto (quantidade de substâncias, com exceção da água, que deu origem à cerveja). Embora a legislação não defina a Pilsen, a associação acredita que ela deva fazer parte da categoria “cervejas comuns”, cujo extrato primitivo deve variar entre 10,5% a 12,5% do peso líquido. Todas as marcas testadas atenderam a esse critério e apresentaram classificação semelhante sem ultrapassar 11,63%.

 

A acidez (pH) das bebidas também foi avaliada, já que a mesma pode influenciar no sabor. Apesar de não constar na legislação, os níveis foram comparados a estudos de outros países e nenhuma marca apresentou qualquer problema.

 

As marcas avaliadas também atendem aos parâmetros de cor e volume de ar na embalagem. Maiores quantidades de oxigênio na lata favorece a oxidação do produto, o que pode levar a alteração do sabor e do aroma da bebida. Vale dizer que as empresas com um bom sistema de enchimento conseguem quantidades inferiores a 0,5 ml de ar por cada recipiente. As marcas testadas surpreenderam com resultados entre 0,06ml e 0,09 ml.

 

Produtos possuem pouco sódio

 

Apesar do sal ser um fator de risco para doenças vasculares, o baixo índice da substância em cervejas pode apontar o uso de água desmineralizada – o que não é bom. A melhor opção é que bebidas contenham um teor mínimo de 15mg/l. E nisso, as amostras se saíram bem, variando de 24,83 a 133mg/l.

 

Os rótulos das latas foram analisados quanto à clareza das informações, assim como pede o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e, todas as latas continham as informações obrigatórias. A data de fabricação foi encontrada apenas na cerveja Budweiser e os dados nutricionais, na Bavaria e na Heineken. Apesar de não ser obrigatório por lei, a PROTESTE cita essas informações como importantes na hora da escolha do consumidor.

 

A associação ainda procurou identificar a presença de organismos geneticamente modificados (OGMs) e mediu a quantidade de nitrosaminas (que podem ser produzidas durante o processo de maltagem e pode causar câncer). E a boa notícia é que os valores de nitrosaminas encontrados não colocam em risco a saúde do consumidor e todas as cervejas estão livres de OGMs.

 

Para terminar, foi analisado o volume de gás carbônico, responsável pela espuma da cerveja e pela sensação de saciedade. As amostras apresentaram quantidade mediana do gás. A análise, porém, é subjetiva e por isso não contou pontos para a avaliação final.

 

Caso queira saber mais sobre a bebida, o consumidor pode acessar http://www.proteste.org.br/alimentacao/nc/artigo/cervejas e descobrir mais detalhes da avaliação.

 

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