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  Barragens localizadas em várias regiões do estado foram beneficiadas com as chuvas dos últimos dias. A recuperação de Jucazinho, no município de Surubim, que voltou a acumular água depois de um ano meio em colapso, está sendo uma das mais comemoradas...

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Barragem de Jucazinho volta a acumular água

Publicado por: Redação
14/04/2018 12:02:33
SECOM/PE Captação provisória do ‘volume morto’ do manancial deve começar dentro de 30 dias
SECOM/PE Captação provisória do ‘volume morto’ do manancial deve começar dentro de 30 dias

 

Barragens localizadas em várias regiões do estado foram beneficiadas com as chuvas dos últimos dias. A recuperação de Jucazinho, no município de Surubim, que voltou a acumular água depois de um ano meio em colapso, está sendo uma das mais comemoradas. O diretor Regional do Interior da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Marconi de Azevedo, fez uma visita técnica ontem (9) à barragem, e avaliou que dentro de 30 dias, a Compesa deve começar a captar água do ‘volume morto’ do reservatório, por meio de uma bomba flutuante. “O normal seria aguardar que o nível superasse o volume morto para o início da retirada  de água, mas diante da necessidade de atendimento das cidades abastecidas pela barragem, iremos fazer algumas adequações para a captação provisória”, adiantou o diretor.

 

 A Barragem Jucazinho é o maior reservatório para abastecimento humano do Agreste, tem capacidade para armazenar mais de 327 milhões de metros cúbicos de água. O manancial registra agora 2,58% do seu nível de acumulação, volume que corresponde a 8,4 milhões de metros cúbicos de água e é responsável pelo atendimento de  15 municípios do Agreste, dentre eles, Surubim, Cumaru e Passira. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão para esse ano é de chuvas dentro da média na região Agreste, ou seja, cerca de 700 milímetros durante a quadra chuvosa. Se considerar que o período de inverno oficial das regiões do Agreste, Zona da Mata e Metropolitana do Recife apenas começou, tendo em vista que a quadra chuvosa vai de abril até julho, há esperanças de que o manancial possa melhorar o seu nível ainda mais.

 

 Na Região Metropolitana do Recife, uma das barragens beneficiadas com as chuvas foi a de Botafogo, em Igarassu, principal fonte hídrica que compõe o sistema de distribuição de água das cidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima. Nos últimos oito dias, o manancial subiu 6,75% do seu nível, saiu de 20,66% para 27,41% da sua capacidade de armazenamento. No mesmo período, as barragens de Várzea do Una, em São Lourenço da Mata, e Duas Unas, em Jaboatão dos Guararapes, também ganharam volume, e registram 70,22% e 72,52%, respectivamente. A Barragem de Tapacurá, também localizada em São Lourenço da Mata, teve um pequeno aumento de 1,11% e alcançou 58,51% da sua capacidade de acumulação.

 

Pajeú - No Sertão do Pajeú, onde já está quase no final do período invernoso, alguns mananciais também foram beneficiados com as chuvas. A Barragem de Brotas, localizada em Afogados da Ingazeira e que possui 19,6 milhões de metros cúbicos de água, está vertendo. A companhia já está fazendo adequações na Estação de Tratamento de Água (ETA) da cidade para aumentar a produção de 100 litros de água, por segundo, para 120 L/s, dentro dos próximos dez dias. Também será estudada uma possível redução no calendário de abastecimento de Afogados.

 

 A Barragem de Boa Vista, em Itapetim, que estava seca desde janeiro deste ano, acumulou 9,2% da sua capacidade máxima, que é de 1,6 milhão de metros cúbicos de água. A Compesa está tomando as providências para que, dentro de dez dias, o manancial volte a contribuir com o sistema de abastecimento de Itapetim, que já recebe água da Barragem de Caramucuqui. Em São José do Egito, a Barragem de São José II também saiu da situação de colapso. O reservatório, com capacidade de acumular 7,1 milhões de metros cúbicos de água, registra 54,6% do seu nível. Esse volume possibilita uma maior flexibilidade e segurança hídrica ao sistema de distribuição de água de São José do Egito, que tem na Adutora do Pajeú sua principal fonte de abastecimento.

 

Fonte: SECOM PE

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