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Grupo pioneiro no serviço no Paraná, percebeu aumento pela procura do procedimento nos últimos dez anos   A cremação está se tornando uma opção cada vez mais frequente entre os brasileiros. A prática era condenada pela igreja católica até 1963. Depois ...

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Busca pela cremação cresce no Brasil

Publicado por: TVCARUARU
28/06/2017 12:03:15

Grupo pioneiro no serviço no Paraná, percebeu aumento pela procura do procedimento nos últimos dez anos

 

A cremação está se tornando uma opção cada vez mais frequente entre os brasileiros. A prática era condenada pela igreja católica até 1963. Depois disso, com a liberação pela religião, o procedimento enfrentou uma crescente no mundo todo. Em Curitiba, o ato também encontrou mais adeptos e a procura pela cremação subiu consideravelmente em 10 anos.

 

Pioneiro na criação de crematório no Paraná, o Grupo Jardim da Saudade percebeu um aumento na busca pelo procedimento nos últimos anos. “Percebemos que, por diversas questões, inclusive pelo custo e pela aspersão ou acondicionamento das cinzas do ente querido, as pessoas estão optando pela cremação”, afirma a Coordenadora Administrativa do Grupo Jardim da Saudade, Diuli Petterle.

 

De acordo com dados de 2007 do SINCEP - Sindicato dos Cemitérios Particulares do Brasil, a cada 1000 pessoas mortas, 85 delas eram cremadas, cerca de 8,5%. A mesma instituição afirma que no ano de 1997, existiam no Brasil somente três crematórios. Já em 2012, esse número aumentou para aproximadamente 80 crematórios espalhados pelo país.

 

Diuli diz que a cremação é um processo simples, rápido e de custo acessível, principalmente por dispensar despesas com sepultamento e taxas de manutenções.

 

Processo de cremação

 

O processo de cremação promove a aceleração da decomposição por meio do calor, transformando o corpo em cinzas. Atualmente, ela é aceita por várias religiões.

 

A cremação não emite fumaça em seu processo. A tecnologia possibilita realizar o procedimento a 900ºC, em aproximadamente 2 horas, queimando e requeimando os gases que passarão por tubulações sistematizadas e fiscalizadas regularmente pelos órgãos ambientais. “Desta forma, a cremação mostra-se como o processo póstumo de menor impacto ambiental, pois não gera resíduos que poderiam contaminar o solo ou a atmosfera. A Cremação é um processo limpo, moderno, econômico e que preserva o meio ambiente”, explica Diuli.

 

Crematorium Jardim da Saudade, localizado em Pinhais, possui padrão Internacional de qualidade, e é certificado pela Underwriters Laboratories, oferecendo um serviço de excelência e em conformidade com as normas ambientais existentes. Em um ambiente acolhedor, o espaço oferece uma estrutura completa com estacionamento, capela, segurança, além de um anfiteatro com capacidade para 60 pessoas sentadas onde é realizada a cerimônia de despedida com um sepultamento simbólico.

 

“Após a cremação os restos mortais são colocados em uma urna de cinzas. Algumas famílias guardam consigo, outras espargem em algum lugar que lembre a pessoa querida. Tem aquelas que optam pelo sepultamento em jazigo da família”, conta Diuli.

 

O Grupo disponibiliza ainda a câmara fria por cem horas gratuitas, em caso de necessidade de utilização. As cremações são feitas de maneira individual.

 

A questão jurídica

 

Não basta somente o falecido manifestar em vida o desejo de ser cremado. De acordo com o advogado Ulisses Augusto Bittencourt Dalcól, a decisão pela cremação é da família. “A disposição em vida, optando pela cremação ou enterro, não é garantia do respeito à vontade do indivíduo. Lendo atentamente ao Código Civil, podemos ver que, em seu artigo 6º, o final da vida de uma pessoa, é o final de sua personalidade também. Significa que, todas as disposições em vida, em relação ao seu corpo, não têm mais validade”, esclarece.

 

Não há proibição legal ou expressa à cremação, mas há situações em que se deve ter cautela ou até mesmo autorização judicial para o procedimento. “Em casos de morte violenta, que possa ser contestada e discutida no futuro, a cremação depende de autorização judicial. Ao contrário do sepultamento, em que nada impede que uma vez havido o enterro, seja feita a exumação e os restos mortais sejam incinerados posteriormente, fazendo valer assim a vontade do falecido”, conclui Dalcól.

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