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  São Paulo, 22 de setembro de 2016 – Quase metade dos óbitos por doenças cardíacas acontecem no período produtivo – entre 15 e 69 anos. Com o intuito de alertar a população sobre a prevenção de doenças cardiovasculares, o cardiologista da Beneficência...

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Doenças Cardiovasculares: Mitos e Verdades

Publicado por: TVCARUARU
22/10/2016 20:17:47

 São Paulo, 22 de setembro de 2016 – Quase metade dos óbitos por doenças cardíacas acontecem no período produtivo – entre 15 e 69 anos. Com o intuito de alertar a população sobre a prevenção de doenças cardiovasculares, o cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Dr. Fernando Costa, destaca os principais mitos e verdades que envolvem a saúde cardíaca.

 

Esteja atento!
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As doenças cardiovasculares apresentam-se de diversas formas e intensidades.
VERDADE! Existem dois tipos de doenças cardiovasculares: as que apresentam sintomas, como angina ou arritmias cardíacas e as que, em geral, não apresentam sintomas, como hipertensão ou aterosclerose. As últimas, por serem silenciosas, são o principal motivo para visitar regularmente o cardiologista, principalmente se há histórico de complicações cardíacas na família.

 

Somente indivíduos idosos têm doenças cardiovasculares e podem sofrer morte súbita.
MITO! Segundo o Dr. Fernando Costa, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, quase metade das vítimas de óbito de doenças do coração está no período mais produtivo da vida, entre 15 e 69 anos de idade. Além disso, a morte súbita pode ocorrer em qualquer faixa etária, mesmo em recém-nascidos. A maior porcentagem de ocorrência está em pessoas que possuem doenças cardíacas ou já sofreram parada cardíaca, bem como naqueles que têm histórico de doenças na família (pais, irmãos etc.)

 

As doenças cardiovasculares podem ser evitadas?

 
VERDADE! A prevenção dessas doenças pode ser feita por meio de pequenas mudanças de hábito no dia a dia, como manter uma dieta saudável, praticar atividade física regular, consumir sal com moderação, controlar o peso, manter restrição ao tabaco e ao álcool e fazer o controle efetivo da pressão arterial. Quando a doença já está em fase avançada, ela pode ser controlada por meio de medicamentos indicados pelo cardiologista.

 

A morte súbita acontece apenas em atletas/esportistas?


MITO! Qualquer pessoa está sujeita à morte súbita, inclusive atletas. A doença acomete indivíduos independentemente da faixa etária, sexo ou condição socioeconômica.

 

Doenças cardíacas são sempre malignas?


MITO! Existem doenças cardíacas malignas e benignas. No entanto, após uma avaliação detalhada, que deve ser feita por um cardiologista, arritmologista ou eletrofisiologista, será determinada a necessidade ou não do tratamento. O Dr. Fernando Costa, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, recomenda que, além dos hábitos saudáveis, os exames de rotina estejam sempre em dia para monitorar a saúde do coração. Entre os exames mais comuns estão o eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, holter 24 horas, cintilografia miocárdica, angiotomografia coronária, cateterismo cardíaco, entre outros.

 

Fumo e bebo em excesso, mas posso compensar estes maus hábitos com a prática de exercícios físicos?

 


MITO! O correto é, antes de iniciar uma atividade física, mudar os hábitos alimentares e baixar o colesterol ruim (LDL). A recomendação médica é fazer pelo menos um eletrocardiograma, embora o ideal seja um teste ergométrico. O ideal é parar de fumar, de beber em excesso e emagrecer para garantir 100% de sucesso ao processo.

 

Tenho arritmia cardíaca, portanto não posso praticar atividades físicas?

 


MITO! Atualmente os tratamentos médicos são tão modernos que permitem que o paciente se exercite mesmo diante de um problema cardíaco. No entanto, o cardiologista deve acompanhar e definir o tipo de exercício a ser realizado.

 

A arritmia cardíaca pode ser desencadeada devido a obesidade, diabetes e colesterol?

 


VERDADE! Diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo, entre outros fatores, podem causar arritmias cardíacas e demais problemas cardiovasculares. Por isso, a prevenção começa por hábitos e comportamentos saudáveis.

 

Bebidas alcoólicas e/ou energéticos podem induzir problemas cardíacos?

 


VERDADE! O álcool em excesso, associado a energéticos que possuem alto grau de cafeína em sua composição, pode funcionar como agente excitador, causar tipos de arritmias cardíacas que podem levar à morte súbita. Os energéticos diminuem a sensação de embriaguez e a ingestão da bebida em maior quantidade aumenta a probabilidade de problemas cardíacos, porque fazem o coração disparar de forma perigosa. O Dr. Fernando Costa, cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta “A cafeína em pequenas doses não causa arritmia, mas aumenta a frequência cardíaca em torno de 5 a 10 batimentos por minuto. É preciso ficar atento quando se trata de doses maiores, principalmente quando há associação com bebidas alcoólicas. A recomendação é evitar, porque isso pode induzir à uma arritmia cardíaca, crises de hipertensão arterial e infarto. No geral, diga não às drogas e estimulantes”.

 

Uma pessoa que sofre parada cardíaca certamente vai morrer?


MITO! A parada cardíaca tem sucesso na recuperação quando manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar são imediatamente realizadas. Acompanhado do uso do Desfibrilador Automático Externo (DEA), o índice de sucesso depende do tempo entre o pedido de socorro e a desfibrilação. As chances diminuem cerca de 10% a cada minuto de atraso.

 

Posso escolher meu tratamento, tomando apenas remédios?


MITO! Apenas um cardiologista ou médico especialista poderá determinar qual o melhor tratamento para o paciente; profissionais que diagnosticam e tratam a doença.

 

Sobre Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo


A maior unidade hospitalar da instituição, localizada no bairro da Bela Vista, possui 105 mil m² divididos em 5 blocos, 810 leitos, sendo 186 leitos de UTI e 23 salas cirúrgicas.
Possui Pronto-Socorro equipado com 30 leitos de observação, 6 leitos de UTI, 5 leitos de isolamento e 68 médicos dedicados, com capacidade para atender mais de 10 mil pessoas ao mês. Além disso, o hospital conta com um corpo clínico renomado dividido em mais 50 especialidades, com destaque para a Cardiologia, Neurologia, Ortopedia e Oncologia e recebe anualmente mais de 1,8 milhão de pacientes.


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