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  Por Tatiana Leite Você já se surpreendeu pensando se sua frequência sexual estaria normal? Supondo pela minha experiência no consultório, posso imaginar que sim. Estou certa? Muitos casais acabam se questionando sobre o assunto, principalmente, quand...

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Frequência sexual: como saber se estamos fazendo muito ou pouco sexo?

Publicado por: TVCARUARU
26/05/2016 15:30:42

 


Por Tatiana Leite


Você já se surpreendeu pensando se sua frequência sexual estaria normal? Supondo pela minha experiência no consultório, posso imaginar que sim. Estou certa? Muitos casais acabam se questionando sobre o assunto, principalmente, quando ouvem comentários a respeito vindos de outras pessoas. Mas, será que existe mesmo uma frequência ideal? Será todos os dias? Duas vezes por semana? Uma vez por mês? Afinal, como podemos saber se estamos fazendo muito ou pouco sexo?


Recentemente, uma pesquisa realizada pela Universidade de Toronto-Mississauga com mais de 30 mil americanos em relacionamento estável reacendeu essa polêmica. Segundo o estudo, publicado pelo periódico Social Psychological and Personality Science, para a maioria dos casais entrevistados a frequência sexual tem mais impacto sobre sua felicidade do que o dinheiro, ou seja, os participantes que ganhavam mais e tinham menos relações se consideravam mais infelizes do que aqueles com menor renda e mais sexo. Quanto à frequência ideal, segundo o material esta seria uma vez por semana, mais do que isso não alteraria os níveis de felicidade e bem-estar do casal e, em compensação, menos poderia causar uma queda nessas sensações.


Mas, você acha mesmo que essa máxima vale para todos? Espero que não, afinal não é novidade que somos pessoas diferentes uma das outras e, portanto, temos necessidades diferentes. Assim, se não podemos generalizar, também não podemos definir uma frequência normal ou ideal. Quando colocamos dessa forma, sugerimos que, se não for como se espera, existe uma anormalidade, o que não é verdade.


Apesar de ninguém desejar que aconteça, é comum casais que estão juntos há muito tempo sentirem uma diminuição do ritmo sexual. Nesse caso, o ideal é que, assim que se perceba a mudança, o casal já procure adotar atitudes que ajudem no resgate do relacionamento sexual. Nesse sentido, é importante estar atento para evitar o aprofundamento de uma possível crise.


Agora, se sua frequência sexual está diminuindo e essa não é sua vontade, vale a pena investigar as possíveis causas para isso estar acontecendo. Se, por exemplo, o motivo é a diminuição do desejo por um dos membros do relacionamento, talvez seja a hora de avaliar quais fatores podem ter colaborado para seu parceiro chegar a esse ponto de distanciamento. Para resolver um conflito como esse, às vezes, a melhor alternativa é buscar ajuda de um profissional, então não perca tempo.


Outro ponto que deve ser analisado refere-se à comunicação. É sempre muito importante manter o diálogo aberto, conversar sem buscar culpados e, principalmente, sem comparar o seu relacionamento com o de outros casais! Evite trazer modelos de referências do tipo: “Mas, fulana me disse que eles transam todos os dias, olha como a vida sexual deles é quente. Percebe como eles são felizes?”. Projeções como essa, podem conspirar contra a sua própria felicidade. Sem contar que, quando o assunto é sexo, nem sempre as pessoas contam a verdadeira realidade dos fatos.


Em resumo, viva sua sexualidade da forma que achar melhor, as possibilidades são inúmeras e não existem receitas prontas, nem manual de instrução, para aumentar o desejo entre o casal. Procure manter uma conexão com seu parceiro e não deixe que os problemas aumentem de forma que vocês não consigam enxergar oportunidades para o relacionamento.


Tatiana Leite é terapeuta de casal e família com especialização em Sexualidade Humana.


Sobre a Tatiana Leite 
Graduada em psicologia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), a profissional possui especialização em terapia familiar e de casal, pela Pontifica Universidade Católica (PUC/SP) e Pós-graduação em Sexualidade Humana, pela Faculdade de Medicina da USP. O conhecimento acadêmico aliado à experiência em atendimento clínico fazem de Tatiana Leite uma profissional completa, com um olhar apurado e sistêmico sobre as diferentes formas de relacionamento

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