Pesquisador alerta para a utilidade de larvicidas no combate ao mosquito e a segurança dos produtos biológicos | TVCARUARU.com Para Smart TV, PC e Mobiles

Para o especialista que está há mais de 10 anos à frente de pesquisas sobre larvicidas, primeiro é preciso diferenciar os produtos químicos dos biológicos, que não afetam a saúde, para não causar insegurança na sociedade.   Diante da notícia sobre o es...

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Pesquisador alerta para a utilidade de larvicidas no combate ao mosquito e a segurança dos produtos biológicos

Publicado por: TVCARUARU
13/02/2016 19:25:36

Para o especialista que está há mais de 10 anos à frente de pesquisas sobre larvicidas, primeiro é preciso diferenciar os produtos químicos dos biológicos, que não afetam a saúde, para não causar insegurança na sociedade.

  Diante da notícia sobre o estudo preliminar dos médicos argentinos, vinculando o uso do inseticida químico Pyriproxyfen à má-formação em bebês, o médico, pesquisador e professor da PUCRS, Fernando Kreutz, faz um alerta à população sobre os diferentes tipos de larvicidas disponíveis para o combate ao Aedes Aegypti.

     ˜É importante esse esclarecimento, pois a noticia associando larvicidas à microcefalia pode causar um temor na sociedade sem necessidade, impactando e atrasando ainda mais o combate ao mosquito", analisa.

     Para o especialista, que está há mais de 10 anos à frente de pesquisas sobre larvicidas, primeiro é preciso diferenciar os produtos químicos, como o Pyriproxyfen - piriproxifeno pesticida baseado em piridina, dos produtos biológicos, como os que utilizam como principio ativo o BTI - Bacillus thuringiensis israelenses, que são totalmente seguros ao seres humanos e ao meio-ambiente, e não encontram qualquer similaridade com o Pyriproxyfen. Alerta ainda que a hipótese criada pelos médicos argentinos ainda é preliminar, sendo considerado pelo Ministro da Saúde como um boato.

     Segundo Kreutz, produtos à base de BTI estão no mercado há mais de 50 anos. O BTI é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como um produto extremamente seguro. Em uma publicação já em 2009, os dois órgãos internacionais, com apoio de pesquisadores de todo o mundo, afirmaram que "o BTi não impõe perigo à pessoas através da água potável". Diversos estudos do mundo todo, incluindo o Brasil, já demostraram a não toxicidade do produto.

     Kreutz lembra ainda que, recentemente, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) emitiu comunicado indicado o uso de agentes à base da bactéria Bacillus Thuringiensis, variedade israelenses (BTI), que são os biológicos, para matar e prevenir o desenvolvimento do mosquito no estágio de larva.


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